terça-feira, 5 de janeiro de 2016

A renovação da natureza

05/01/2016 - 18:16:56
O dia a dia do homem tem vinculação com todos os aspectos que proporcionam a evolução natural. Em nenhuma atividade que exercemos não podemos deixar de lado o que nos proporciona o meio ambiente mostrando a harmonia e equilíbrio que permite a convivência amistosa com a utilização de todos os benefícios que a natureza coloca a nossa disposição. Contudo, para o amparo a uma identidade de interesses, um beneficio comum, visando dar ao homem o direito de auferir o que a natureza produz e a nossa conscientização que estes recursos naturais que proporcionam estas vantagens tem sempre que manter a sua renovação.

Que adianta nos apropriarmos de uma imensa gama de terra para desenvolver uma cultura agrícola ou pecuária com exclusividade, não permitindo assim que se desenvolvam outras formas de produção de alimentos necessários a nossa sobrevivência? O nosso país, em diversas situações, tem se apoderado destes recursos de forma excessiva fazendo na exclusividade o único abrigo para a expansão das atividades rurais. Não estamos exagerando ao dizer que esta conduta suprime a possibilidade de integração de outras culturas na mesma área. Não queremos combater as grandes culturas, como: soja, milho e entre outras. Mas permitir uma sadia divisão quanto diversificar a produtividade para que embora por evidência em potencial bem menor permita-se a produção de mananciais suficientes para variedade de alimentação do homem.

Infelizmente, a exagerada ganância que o interesse econômico desperta diante dos lucros incontáveis de se dominar e extrair da terra uma única cultura, vai fazer com que o homem do campo, principalmente, não tenha meios ou recursos e nem incentivos para desenvolver pequenos sítios de outras culturas, para poder inclusive ter condições de se utilizar de outros recursos para sua sobrevivência econômica. Trocando em miúdos: o que adianta uma imensa área com plantio único que venha tornar deficiente e improdutiva a produção de qualquer outra cultura?

Em que pese à possibilidade de meios de transportes adequados, a construção de depósitos, e silos das mais variadas culturas, é insuficiente estas produções principalmente se não tiverem com lastro o manejo ecológico suficiente para o equilíbrio desta produção. Não estamos de modo algum nos confrontando com a atividade agrícola de grande porte dada a evidência de que quanto mais produtos agrícolas produzirmos, mais condições vão suprir nossas carências alimentares e atuar como mola propulsora da exportação agrícola, fonte de divisa para nosso desenvolvimento agrícola no mercado internacional. O que entendemos, contudo, é que não se podem deixar de lado os pequenos produtores rurais. Devemos saber dosar as grandes plantações com o cultivo de pequenas áreas que não afetam de modo algum a monocultura de grande porte.

Logicamente que estas pequenas atividades agro pecuárias, com as características de cultura familiar, vão se submeter à disciplina do novo Código Florestal, pelo a conservação ambiental nas áreas florestais não vão sofrer qualquer impacto. Vide texto Aproveitamos o ensejo para transcrever texto que é um alerta que a natureza nos deixa como um legado a ser considerado sobre de certa maneira como legado que é a utilização racional destes recursos que nas devidas proporções vão quem sabe, refletir inclusive na biodiversidade. 

A natureza é o elo entre tudo que existe na Terra. É a natureza que possibilita a ocorrência da vida humana como ela é hoje. Ela é aquilo que realmente precisamos para viver. Ar puro, água limpa e acessível, solos férteis, equilíbrio climático são alguns dos serviços ecológicos prestados gratuitamente pela natureza. Remédios naturais, fibras e combustíveis são alguns exemplos de produtos fornecidos pelo uso direto da biodiversidade. Tudo que nos serve vem, direta ou indiretamente, da natureza. Precisamos usar esses recursos da maneira mais racional possível, garantindo a vida para as gerações de hoje e de amanhã. Isto é o que chamamos de desenvolvimento sustentável.

Fonte: Mãe Natureza – Cuidar da Natureza e cuidar da vida.



Desembargador Sidney Hartung Buarque

Mestre em Direito Civil.

Fonte:http://www.monitormercantil.com.br/index.php?pagina=Noticias&Noticia=179798&Categoria=OPINI%C3%83O

Fonte:

domingo, 27 de dezembro de 2015

PROJETO DOA MUDAS GRATUITAMENTE PARA REFLORESTAMENTO EM TODO O BRASIL


Pensando em auxiliar o processo de reflorestamento em diversos pontos do país, o Instituto Brasileiro de Florestas (IBF) criou o projeto “Plante Árvore”, onde mudas de plantas são doadas gratuitamente para que áreas desmatadas comecem a ser ocupadas com plantas nativas. Entre as regras do projeto, está a proibição do corte futuro das árvores que foram doadas.

De acordo com Monique Meira, integrante do instituto, no momento o projeto está procurando por pessoas que tenham interesse em plantar na Serra da Cantareira, em São Paulo. Os interessados devem ter propriedade privada na região. “Todas as pessoas que tiverem interesse em mudas tem que ter propriedade privada. O plantio não pode ser feito em terrenos públicos ou de organizações públicas”, explica.

Apesar da procura no momento ser para São Paulo, o instituto também faz doações para outras regiões do Brasil. Todas as mudas doadas são nativas de cada local em que há o interesse de plantio.

“Tudo depende da procura da região. Se no momento que alguém quiser a muda nós não tivermos, vamos deixar o nome dela em um cadastro para quando a planta estiver disponível, nós fazermos a doação”.
Para participar do projeto, acesse a página do IBF e preencha o cadastro.

Fonte: Top Biologia

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Viveiro de Arvores Nativas açoita cavalo miúdo

Viveiro de Mudas e Arvores Nativas  AÇOITA-CAVALO-MIÚDO

 Nome científico:Luehea divaricata. Nome comum: Açoita-cavalo-miúdo, Açoita-cavalo, ibatingui, pau-de-canga, caiboti. Família Tiliaceae. Espécie pioneira, pode atingir alturas de 15 a 25 m de altura, com tronco de 50-60 cm. Madeira moderadamente pesada, resistente, extremamente flexível, mas de baixa resistência ao ataque de fungos e cupins. Sua madeira é empregada na fabricação de móveis, inclusive móveis curvados, caixotaria, cadeiras, salto de calçados, para construção civil como ripas, molduras, rodapés, etc. A árvore possui características ornamentais para o paisagismo em geral. Por ser uma espécie pioneira de rápido crescimento, é indicada para reflorestamentos mistos de áreas degradadas e de preservação permanente. Plante também espécies de características de crescimento: Secundária Ex: Pau Brasil – Caesalpina echinataem bosque tipo mata atlântica, ou Jacarandá Branco – Platypodium elegans em Bosque tipo Cerrado. Climácicas Ex. Jequitibá – Cariniana estrellensis, ou o Cedro Rosa – Cedrella fissilis, em bosques tipo mata atlântica, ou a Sucupira Branca – Pterodon emarginatus em bosques tipo Cerrado. Bioma de ocorrência natural: Mata Atlântica.
Fonte:
http://www.florestasnativas.com.br/A%C3%87OITA-CAVALO-MI%C3%9ADO1

Foto:http://matadapucminas.wordpress.com/2011/06/15/273/

Viveiro de Mudas Nativas Floresta 

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Viveiro Arvores Nativas Espinheira Santa

Viveiro de Mudas Nativas Espinheira Santa (Celastraceae)


A espinheira-santa é uma planta que exige sol. Em jardins externos alcança o porte de árvore, com até três metros de altura. Em vasos grandes, em varandas, atinge até um metro. Popularmente conhecida como espinheira-santa, espinheira-divina, maiteno, salvavidas, sombra-de-touro, erva-cancerosa, congorça, cancerosa, cancorosa, espinho-de-deus, e congorça.
É prescrita pela medicina popular no combate aos problemas de acidez estomacal, pois acalma as dores das úlceras e evita a fermentação e a formação de gases. É utilizada também em banhos como cicatrizante das inflamações da pele (acne, eczema, herpes).
Uso medicinal Internamente, é usada como antiasmática, contraceptiva, em tumores estomacais e contra ressaca alcoólica.



fonte: Wikipédia

sábado, 21 de novembro de 2015

Restauração Floresta Gera Oportunidades de Negocios

O Brasil comprometeu-se a restaurar e a reflorestar 12 milhões de hectares de florestas até 2030, para múltiplos usos, como uma das medidas de suas contribuições para o novo acordo global que será firmado em dezembro, em Paris, durante a Conferência da ONU sobre Mudança do Clima, a COP 21. Essa meta pode ganhar perspectivas mais ambiciosas com a aplicação do Código Florestal. No entanto, é fato que o compromisso com a restauração fortalecerá uma nova atividade econômica — inclusiva e sustentável — baseada no desenvolvimento da silvicultura de espécies nativas. Para avançar nesse propósito, a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura ressalta: é preciso iniciar uma discussão com a sociedade civil e desenvolver um entendimento do que significa o desafio da restauração em grande escala.A restauração de florestas faz parte das contribuições brasileiras para novo acordo mundial focado nas mudanças climáticas, a ser firmado em dezembro, em Paris, durante a COP 21. A meta contribui para a redução de gases de efeito estufa e pode impulsionar uma economia da floresta tropical, em atividades que aliam benefícios ambientais aos socioeconômicos. 

A maneira como uma floresta é restaurada ou recuperada influencia o tipo de serviços e produtos que ela pode oferecer. O escopo de possibilidades começa com a regeneração natural e vai se intensificando, do ponto de vista da intervenção humana, até chegar ao plantio intensivo de espécies nativas. Pode ser associado a espécies exóticas ou tê-las apenas como pioneiras, com a finalidade de gerar recursos para a restauração com nativas.  “Qualquer tipo de restauração é positiva para os serviços ecossistêmicos. Já para suprir a demanda por produtos madeireiros, é importante que haja um processo de restauro intensivo e controlado, com o cultivo de espécies nativas com potencial de comercialização, a partir de técnicas adequadas de silvicultura”, explica Roberto Waack, presidente do conselho da Amata.
Na prática, as florestas oferecem três tipos de produtos e serviços usufruídos por toda a sociedade. O primeiro são os chamados serviços ecossistêmicos, como a conservação do solo e água, ao evitar a erosão e a regulação do ciclo hídrico e aumentar o estoque de carbono do sistema. O segundo são os denominados produtos não madeireiros — alimentos, fibras, matérias-primas para cosméticos e medicamentos —, importantes fontes alimentares e de renda para pequenos proprietários e comunidades locais. O terceiro produto é a madeira, setor economicamente mais consolidado, embora sua cadeia de exploração ainda tenha vários desafios, mas que movimenta bilhões de reais por ano na economia brasileira.
Urgência para a regulamentação
O Código Florestal é um dos alicerces para que a restauração florestal em terras brasileiras aconteça em larga escala, de maneira adequada e trazendo à tona o potencial econômico das florestas. Nossa legislação prevê que toda propriedade rural tenha uma área de reserva legal, com vegetação nativa que pode ser usada para fins produtivos. No entanto, não deixa claro que tipo de produção é permitida. “Isso é necessário e urgente”, ressalta Rachel Biderman, diretora da WRI Brasil (World Resources Institute). “Enquanto não se tiver uma regulamentação da forma produtiva em reserva legal, não conseguiremos avançar na agenda da restauração florestal no país”, alerta.
Além disso, o Código Florestal tem também um papel importante na definição da área real a ser restaurada no país. Embora a INDC brasileira (a contribuição apresentada para reduzir e remover as emissões de gases de efeito estufa, os GEE) tenha estabelecido como meta a recuperação e o reflorestamento de 12 milhões de hectares com florestas de usos múltiplos, somente com a implementação do Cadastro Ambiental Rural (CAR), previsto no Código, é que ficará clara a dimensão da área a ser efetivamente reflorestada. “Esse número que sair do CAR servirá de referência para propostas que promovam todo o potencial de reflorestamento do país”, diz Marina Campos, especialista em restauração florestal na TNC (The Nature Conservancy).
Outro aspecto fundamental para o cumprimento da meta é que haja um programa nacional de desenvolvimento de pesquisa e tecnologia de plantio de espécies nativas com finalidade econômica. “Ao aprendermos a cultivar e a lidar melhor com espécies arbóreas nativas para fins de atividade econômica, além de promover a recuperação florestal e contribuir para a redução de emissões de GEE, transformaremos um passivo em ativo. E o proprietário da terra se sentirá incentivado a plantar e a manter florestas em pé”, explica José Luciano Penido, presidente do conselho da Fibria Celulose.
Dentro dessa perspectiva, o que se gastaria com o reflorestamento seria compensado pelos benefícios não apenas ambientais, mas também financeiros. “Os custos da restauração variam muito e é importante saber onde e como promovê-la. Mas antes é necessário esclarecer a questão do processo produtivo em áreas de reserva legal e desenvolver pesquisas e tecnologias sobre as espécies nativas com potencial econômico”, completa Ivone Namikawa, coordenadora de sustentabilidade florestal da Klabin. 
Mecanismos de valorização
O uso de instrumentos econômicos, como o pagamento por serviços ecossistêmicos, é outro gatilho para o incentivo da restauração e reflorestamento. A Coalizão Brasil defende, entre outros instrumentos, a criação de um mecanismo global de pagamento anual pelos serviços ecossistêmicos, como forma de incentivar a preservação de florestas e de outros biomas e gerar recursos para os investimentos em restauração. “Quem protege e recupera florestas ajuda a garantir oferta de água, a captura de carbono, a polinização e outros serviços ambientais. Por manter esses serviços, o proprietário de terra pode ser remunerado”, afirma Miriam Prochnow, secretária executiva do Diálogo Florestal e conselheira da Apremavi (Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida).
Finalmente, a Coalizão acompanha de perto o desenvolvimento do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg). Trata-se de um plano do governo federal, ainda em construção, que aborda justamente diversos mecanismos — aumento da quantidade e qualidade de mudas e sementes, expansão de assistência técnica e financiamento — com o intuito de promover a recuperação de pelo menos 12,5 milhões de hectares de mata nativa no país nos próximos 20 anos. “O Planaveg não está consolidado, mas pode vir a ser uma importante ferramenta e política pública para viabilizar a implementação do Código Florestal e consolidar uma nova economia florestal baseada na restauração e reflorestamento, assim como incentivar boas práticas e manejo, o que está alinhado com as propostas da Coalizão”, diz Miguel Calmon, gerente sênior do programa de restauração da paisagem florestal da IUCN (International Union for Conservation of Nature), organização que participa ativamente da elaboração do plano.
O desafio de transformar 12 milhões de hectares em florestas produtoras de serviços ecossistêmicos e produtos madeireiros e não madeireiros até 2030 não é trivial. E só será possível se realizado por meio do reconhecimento do valor econômico e social de áreas restauradas, da articulação entre os diferentes setores da sociedade, por meio de redes com propósitos claros e espaço de governança definido.
Sobre a Coalizão Brasil
A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura é um movimento multissetorial que se formou com o objetivo de propor ações e influenciar políticas públicas que levem ao desenvolvimento de uma economia de baixo carbono, com a criação de empregos de qualidade, o estímulo à inovação, à competitividade global do Brasil e à geração e distribuição de riqueza a toda a sociedade. Mais de 100 empresas, associações empresariais, centros de pesquisa e organizações da sociedade civil já aderiram à Coalizão Brasil.