terça-feira, 9 de abril de 2013

Arvores nativas Frutiferas ACUTIRÉM-BIÚ da Mata Atlântica


PIPHYLLUM PHYLLANTHUS
FAMÍLIA DAS CACTACEAS

Planta
Fruto maduro

NOMENCLATURA E SIGNIFICADO: Acutirém-biú – vem do tupi-guarani e significa “Erva longa que dá frutos como lança”. Também é conhecido como Flor de baile, Pitainha de forquilha e Comandá.

Origem: Nativa das forquilhas de arvores cascudas de varias formações florestais do Brasil; principalmente da Floresta semidecidua e Mata Atlântica. Mais detalhes no link: http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2012/index?mode=sv&group=Root_.Angiospermas_&family=Root_.Angiospermas_.Cactaceae_&genus=Epiphyllum&species=&author=&common=&occurs=1&region=&state=&phyto=&endemic=&origin=&vegetation=&last_level=subspecies&listopt=1

Características: É uma herbácea epífita (que se alimenta da umidade do ar), pendente devido ao peso dos ramos, articulada (com junta ou nós) com ramo principal cilíndrico ou com 3 ou 4 ângulos. Os artículos (folhas no popular) são oblongas (mais longa que larga), lanceoladas (como lança) aplainados de textura delgada ou delicada medindo de 30 a 150 cm de comprimento por 4 a 7 cm de largura, ondulados e avermelhados na margem com dentes arredondados distantes 3 a 5 cm entre si. Desses dentes existem aréolas de inde emergem novos artículos ou flores. As flores são noturnas de cor branca ou creme ou de outra cor a depender da variedade, com tubo receptacular muito comprido com 7 a 21 cm de comprimento, com segmentos que formam 5 a 6 pétalas de 2 a 3,4 cm de cumprimento. Os frutos são bagas longas de 4 a 7 cm de comprimento por 3 a 5 cm de largura com polpa branca gelatinosa de sabor delicado envolvendo diversas sementes pretas e brilhantes.

Dicas para cultivo: A planta resiste a baixas temperaturas de até – 5 graus, adaptando-se a qualquer altitude, preferindo lugares onde a umidade relativa do ar é alta; é bom plantá-la na sombra sobre o tronco de arvores velhas que sejam cascudos ou em covas ricas em matéria orgânica e folhas ou madeira em decomposição onde não ocorra encharcamento mais que a umidade fique preservada. Outra opção é cultivá-la em vasos suspensos com fibra de coco ou substrato feito de cascas de arvore e folhas em decomposição.

Mudas: As sementes são pequenas, conservam o poder germinativo por 5 a 8 meses. A melhor forma de germinar é semear em bandejas com substrato feito de folhas e galhos apodrecidos triturados. A germinação ocorre em 70 a 100 dias e o desenvolvimento das plântulas é lento, devendo ser transplantadas para vasos individuais quando tiverem 10 cm de altura. Outra opção é fazer mudas por estacas do caule que enraízam facilmente; plantas multiplicadas desse modo frutificam com no máximo 2 anos. A frutificação inicia-se com 5 anos quando cultivada por sementes.

Plantando: É uma cactácea resistente a secas quando plantada no solo, de forma que as covas devem conter 500g de cinzas, 5 kg de cama de frango decomposta, 50% de terra e 50% de folhas e galhos apodrecidos ou em decomposição. Plante-as na sombra, num espaçamento de 2 x 2 m ou sobre o tronco de arvores cascudas. Essa espécie vegeta muito bem sobre a guaçatonga (Casearia sylvestris).

Cultivando: Após o plantio na arvore a planta precisa ser amarrada até que solte as raízes e se fixe naturalmente, no período de 12 meses após o plantio, irrigue as plantas recém plantadas a cada quinze dias quando não chover. A adubação é feita com folhas podres e esterco bem curtido que deve ser lançado na base da planta. Ou ainda se pode fazer pulverizações com adubos foliares usados em samambaias.

Usos: Frutifica nos meses de Janeiro a Março. Os frutos são consumidos in-natura, ou para fabricação de sucos ou geléia. A planta é muito cultivada em vasos em áreas ou varandas ou pendurados sob a copa de arvores como ornamental.


Nenhum comentário:

Postar um comentário