terça-feira, 9 de julho de 2013

Serão recuperados 21 mil hectares de mata atlântica nos estados da Bahia (BA), Espírito Santo (ES) e Minas Gerais (MG)



O maior projeto de restauração florestal em curso no Brasil vai contemplar áreas da Mata Atlântica na Bahia, Espírito Santo e Minas Gerais. Os investimentos no valor de R$ 167,7 milhões, feitos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), apoiarão o reflorestamento, a conservação e recuperação florestal de áreas degradadas, além de promover o uso sustentável dessas áreas nativas na forma de manejo florestal.
A execução física do projeto começou em 2011 e terminará em 2019, incluindo o prazo de manutenção da área reflorestada.
O projeto agrega componentes de inovação em Engenharia Florestal. Além das técnicas tradicionais, serão desenvolvidos modelos experimentais de restauração, como a semeadura direta e a utilização de espécies nativas de valor comercial, visando sua aplicação na geração de renda a partir do manejo florestal sustentável de reservas legais.
O primeiro passo na restauração será o diagnóstico, que determinará, para cada área, a ação de recomposição a ser nela aplicada, de acordo com as técnicas de plantio total, de adensamento, enriquecimento e condução da regeneração natural.
As sementes serão fornecidas por empresas da região. As mudas virão de viveiros do eixo Bahia -Espírito Santo -Minas Gerais, escolhidos por um processo concorrencial composto de análise técnica e comercial.
Estima-se que na mata atlântica existam cerca de 20.000 espécies vegetais, sendo cerca de 35% das espécies existentes no Brasil. Essa riqueza é altamente prioritária para a conservação da biodiversidade mundial.
Em relação à fauna, os levantamentos já realizados indicam que a mata atlântica abriga 849 espécies de aves, 370 espécies de anfíbios, 200 espécies de répteis, 270 de mamíferos e cerca de 350 espécies de peixes.
A cobertura de áreas protegidas na mata atlântica avançou expressivamente ao longo dos últimos anos, com a contribuição dos governos federais, estaduais e mais recentemente dos governos municipais e iniciativa privada.
Além do investimento na ampliação e consolidação da rede de áreas protegidas, as estratégias para a conservação da biodiversidade visam contemplar também formas inovadoras de incentivos para o uso sustentável do bioma, tais como a promoção da recuperação de áreas degradadas e do uso sustentável da vegetação nativa, bem como o incentivo ao pagamento pelos serviços ambientais prestados pela mata atlântica.


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